A talentosa Juliê é a estrela da nova capa digital da Energy Mag, celebrando o lançamento de seu aguardado EP “Mapa do Coração (#EuSouMS Sessions)”. O projeto, que chega ao público no dia 13 de fevereiro pelo selo Marã Música, marca um momento de profunda entrega da artista sul-mato-grossense. Em uma entrevista exclusiva, Juliê detalha o processo criativo por trás deste trabalho multifacetado, que une com maestria o pop, o R&B e a MPB em uma experiência sonora orgânica e envolvente. Faça agora o pré-save!
Composto por cinco faixas, o EP funciona como um guia sentimental que convida o ouvinte a caminhar por entre afetos e pausas. Integrante do projeto #EuSouMS Sessions, o trabalho registra Juliê em seu estado mais autêntico, sendo ela a primeira mulher a protagonizar as sessões. Entre as composições, destaca-se a faixa foco “Ela Tá Braba”, um grito de liberdade e poder feminino, além de canções como “Me Traz Paz” e “Flutuar”, que exploram a leveza e a coragem de se vulnerabilizar.
A sonoridade de “Mapa do Coração” foi pensada para valorizar a interpretação e a voz de Juliê, criando uma atmosfera onde “nada sobra e nada falta”. A curadoria do repertório priorizou a verdade emocional em vez de fórmulas comerciais, resultando em um trabalho que afirma a maturidade estética da cantora. Segundo a artista, o EP não entrega respostas prontas, mas busca gerar uma identificação real com quem ouve, transformando a música em um espaço de acolhimento e celebração da autonomia.
Em entrevista exclusiva à Energy Mag, Juliê conta que o projeto nasceu de uma “escuta profunda” e da necessidade de transformar suas poesias e reflexões em cura através do som. Ela explica que o critério para a seleção das faixas foi a capacidade de cada música sustentar sua verdade atual, funcionando como capítulos de uma mesma história emocional. “Espero que o público se sinta acompanhado”, revela a artista, reforçando que o EP é um movimento de afirmação para quem se permite sentir sem medo e sem armaduras.
Confira o bate papo completo:
“Mapa do Coração” é um trabalho bastante íntimo. Em que momento você sentiu que era hora de transformar essas emoções em música?
Eu senti que era hora quando soube que não podia mais guardar tudo só pra mim, sempre escrevi muitos textos desde criança, e pensei na possibilidade de transformar as poesias em músicas, pra um artista guardar pesa muito então transformar em arte salva. Passei por muitas fases de muita escuta interna, de viver coisas que me atravessaram profundamente, e eu percebi que essas emoções se comunicariam com outras pessoas também. A arte na minha vida sempre foi o meu lugar de organização do caos, então transformar isso em som foi quase uma necessidade. “Mapa do Coração” nasce desse momento de maturidade emocional, em que eu já conseguia olhar para o que senti sem medo e sem pressa.

A verdade artística foi o principal critério na escolha das faixas. Como foi o processo de selecionar as músicas e criar essa unidade emocional para o EP?
Foi um processo fluido. Pensei em mostrar cada particularidade minha me apresentar como um todo em termos artista. Cada faixa precisava conversar com a outra, como se fossem capítulos de uma mesma história, mostrando cada pedacinho que tem em mim, aquela que, que fala de sonhos, desejos, amar e ser livre, e de como se posicionar no mundo. Algumas músicas ficaram de fora justamente porque, apesar de boas, não pertenciam a esse mapa específico. O critério foi: essa música me representa agora? Ela sustenta a verdade que eu quero comunicar agora? Quando todas começaram a se responder, eu soube que o EP estava completo.
O EP percorre temas como afeto, desejo, coragem e autoconhecimento. O que você espera que o público sinta ao ouvir “Mapa do Coração”?
Espero que o público se sinta acompanhado. Que alguém escute e pense: “isso também já passou por mim”. Não é um EP para impressionar, é um EP para acolher. Quero que as pessoas se permitam sentir, sem culpa, sem armadura. Se alguém ouvir uma faixa e ela virar trilha de um momento importante da própria vida, pra mim já faz todo sentido.
Você mistura pop, R&B e MPB com naturalidade. Como essa diversidade sonora ajuda a contar quem é a Juliê hoje como artista?
Essa mistura é muito fiel a quem eu sou nessa minha fase. Eu nunca vivi a música e arte em caixinhas fechadas, sempre ouvi de tudo, senti de tudo, dancei de tudo um pouco. Hoje, essa diversidade traduz minha liberdade artística. O pop me conecta, o R&B me permite explorar sentimento e corpo, e a MPB carrega minha raiz e minha história. Juntas, essas referências me constroem, me deixam mais inteira, mais segura e mais consciente.

