Thu. Feb 26th, 2026

A banda Ki’MBANDA chega com força total ocupando a capa digital da Energy Mag. No próximo dia 27 de fevereiro, o grupo apresenta em todas as plataformas de música, via selo Marã Música, o single “Respeita os Nego… Véio! – Ao Vivo no Showlivre”. O lançamento não é apenas uma nova faixa, mas um registro cru e potente que sintetiza a essência do “afro rock” e funciona como um manifesto político, espiritual e geracional dentro do cenário nacional. Faça agora o pré-save!

Nascida de um riff de Yves Remont e da caneta afiada do vocalista Krisx, a composição é um grito contra o apagamento e o etarismo na indústria fonográfica. Gravada sem edições ou filtros, a obra celebra a experiência de músicos pretos com mais de 40 anos que reivindicam seu espaço através da sabedoria e da ancestralidade. A sonoridade funde o peso das guitarras com a pulsação dos tambores, provando que a resistência cultural da banda é, acima de tudo, um movimento de preservação da vida e da história negra.

Nesta entrevista, os integrantes da Ki’MBANDA mergulham no conceito de afro-preservação e discutem como o preconceito religioso e social ainda tenta invisibilizar o rock feito por corpos pretos. Eles detalham a escolha pelo formato ao vivo para transmitir uma verdade nua e vulnerável, reforçando que a música é um campo de batalha contra o racismo estrutural. Entre acordes e vivências, o grupo deixa claro que respeitar a “malandragem” de se manter vivo e feliz hoje é um ato de poder mais forte que qualquer barreira.

Confira o bate papo:

“Respeita os Nego… Véio!” é apresentada como um manifesto de afro-preservação. Qual foi o principal recado que vocês quiseram transmitir com essa música?

A luta contra o etarismo, o preconceito racial e social, contra o preconceito  religioso também. 

Sabe hoje quando se tem 40+ e diz ter uma banda de rock, as pessoas ainda se espantam ou torcer o nariz.

Respeitar a história e a caminhada do músico preto brasileiro.

Créditos: Caru Leão

A faixa mistura rock, referências afro e influências que vão de João Bosco ao rock negro internacional. Como vocês definem o “afro rock” da Ki’MBANDA?

R. Afro é rock, afro é pop , afro é tudo, todas melodias do rock ao soul, do samba até a música sertaneja, são influenciadas no afro.

Entende se que sem romantismo, quando se fala sobre o berço da humanidade ser a  África, mas é aí, qual reverência real se coloca nisso?

O afro Rock da Ki’MBANDA, vem Para dar a devida reverência a cultura afro no rock, nao e apenas colocar percussão com guitarras distorcidas, é o cantar, é a letra, é a guitarra.

Tudo é tambor, tudo é pulso. O primeiro instrumento é o corpo e dele sai o afro Rock. 

A gravação foi feita ao vivo no Showlivre, sem edições ou cortes. O que esse formato ao vivo traz de diferente para a música e para a conexão com o público?

Estamos ali verdadeiros (as) nus, expostos e vulneráveis, quisemos assim, não para de mostrar nosso talento musical, mas para registrar o elemento de criação, a inspiração, como as antigas rodas de música, a emoção de cada acorde.

Créditos: Caru Leão

A banda nasceu como um movimento de resistência cultural e espiritual. Como essa proposta se reflete na mensagem e na energia de “Respeita os Nego… Véio!”?

ALELUIA NAO É LAROYE !. 

Esse é um trecho da música que é bem impactante, devemos colocar as coisas no devido status e respeito.

Não somos piada, nãos somos fantasia de Carnaval, guia não é colar de enfeite, 

Levamos muito tempo pra poder gravar, projetos como esse, seja por falta de dinheiro,  tempo,  oportunidade.

Pedimos respeito à nossa caminhada.

Parece que a história mal valoriza o que está nos livros e museus, imagina dentro  e em cima dos palcos.

Respeita os nego….Véio, !  A um duplo sentido nessa exclamação. 

A malandragem, de se manter vivo, pois um corpo preto vivo e feliz,  hoje em dia, é mais poderoso que uma bomba atômica 

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