Dando voz às dores e superações de uma geração, IARAH é o rosto da nova edição digital na Energy Mag. A cantora e compositora chega com tudo para apresentar seu novo single, “Ignorância”, que desembarca em todas as plataformas no dia 27 de março. Marcada por intensidade emocional e um peso sonoro que transita entre o rock moderno e o pop, a faixa é um mergulho direto nos impactos de relações tóxicas e na libertação que vem após o caos. Faça agora o pré-save do novo single!
Em “Ignorância”, IARAH transforma cicatrizes pessoais em um hino de força. A música explora o desgaste de amizades pautadas pelo deboche e pela agressividade emocional, acompanhando o ponto de vista de quem tentou salvar uma relação até entender que a mudança só depende do outro. “A música tem muita raiva e mágoa”, revela a artista, que utiliza sua arte como uma ferramenta de catarse para situações que muitos preferem calar.
O processo criativo da obra é quase um ritual: trancada em seu quarto e cercada por poesias e referências de bandas como Paramore e Evanescence, a artista deixou fluir tudo o que estava “entalado” há tempos. Com a colaboração de Marco Polo na lapidação da letra e um videoclipe dirigido por Helena Mello (previsto para 5 de abril), o lançamento consolida a nova fase de IARAH, iniciada com o single “Judas”, onde a atitude e a honestidade são as protagonistas.

Nesta entrevista exclusiva, IARAH detalha o momento em que decidiu transformar suas vivências em composição, explica seu método minucioso de escrita e reflete sobre como a música tem sido sua principal aliada para superar traumas e ressignificar a confiança em suas relações.
Qual foi o momento em que você percebeu que precisava transformar essa experiência de amizade tóxica em música?
Não teve realmente um momento específico, mas eu sofri por muito tempo com isso, e por muito tempo eu não conseguia nem encontrar essa pessoa. Eu evitava ao máximo os lugares que eu sabia que essa pessoa também estaria. Então um dia eu pensei em escrever sobre pra ver se me ajudava a superar isso, e no fim das contas realmente ajudou.
“Ignorância” tem muita intensidade emocional — como foi revisitar esses sentimentos durante o processo de composição?
Ignorância foi bem parecida com judas no sentido do processo de composição, foi bem como um despejo e um desabafo de tudo que estava guardado a muito tempo, mesmo assim foi meio complicado pra conseguir colocar tudo no papel com a intensidade e do jeito que eu queria.

Você comentou que existe quase um “ritual” na sua forma de compor. O que não pode faltar nesse processo criativo para você?
Acho que uma das coisas mais importantes para mim nesse processo é sempre a poesia e as referências em si, eu me considero meio viciada em poesia, então eu realmente leio muito, e isso querendo ou não me ajuda demais na hora de escrever, assim como as referências de artistas como Paramore, Evanescence, Halestorm e etc, que são artistas que eu escuto enquanto componho.
Depois de “Judas” e agora com “Ignorância”, você vem explorando diferentes lados de relações tóxicas. O que esse tema representa dentro da sua nova fase artística?
Ao longo da minha vida tive diversas decepções, tive muitas relações ruins que de certa forma moldaram quem sou hoje, escrever sobre as minhas vivências é uma forma de me libertar de tudo que me magoou. Não tem a ver com me expressar artisticamente, mas sim colocar em palavras coisas que me magoaram e que de certa forma ainda magoam pois atualmente acabo tendo muita dificuldade de confiar e me relacionar com outras pessoas

