A banda AÉREA inicia um novo capítulo em sua trajetória com o lançamento do single “Balde D’Água (Acústico)”, que chega a todas as plataformas de streaming no dia 1º de maio via YB Music. Celebrando o impacto deste lançamento e a versatilidade artística do grupo, a banda estampa a nova capa digital da Energy Mag, consolidando-se como um dos nomes mais autênticos da cena atual ao unir o peso do metal alternativo à delicadeza das raízes brasileiras. O lançamento chega pela YB Music e Marã Música: faça agora o pré-save.
Nesta releitura comemorativa de um ano do seu EP de estreia, o grupo substitui as distorções por uma sonoridade crua e orgânica, onde violões e percussões de maracatu e ciranda ganham protagonismo. O projeto, que também conta com um vídeo de bastidores editado por Tony Escriptori, revela uma face mais íntima da banda, transformando a canção em um manifesto de resiliência e fé inspirado em memórias familiares e no cotidiano brasileiro.
Em entrevista exclusiva, a AÉREA detalha o processo criativo por trás dessa “alquimia” sonora, explicando como equilibraram o groove característico com elementos do folclore nacional. Os integrantes mergulham nas origens biográficas da letra, discutem a influência de ícones como Nação Zumbi e Elis Regina na identidade do grupo e refletem sobre como a fusão entre peso e poesia define o DNA da banda hoje.
Confira agora o bate papo completo:
“Balde D’Água” já carregava uma forte conexão com ritmos populares brasileiros na versão original. O que mudou emocional e musicalmente quando vocês decidiram transformar a faixa em uma versão acústica e mais intimista?
A natureza de Balde D’água sempre nos remeteu a uma sonoridade mais rústica. Ela surge de um canto a capellainspirado em memórias familiares e, quando descansamos as guitarras e as distorções, a própria música revelou sua forma. Talvez ela estivesse nos dizendo que essa é a sua versão original.

A nova releitura traz elementos como violões acústicos, grooves e percussões inspiradas em cirandas e maracatu. Como foi o processo de equilibrar o peso característico da AÉREA com essa atmosfera mais orgânica e sensível?
A concepção da versão acústica trazia uma diretriz que não podíamos perder de vista: manter o peso característico da banda, experimentando um arranjo onde a história contada fosse o principal elemento e a sonoridade nos conduzisse ao cenário que a música traz. A alfaia, típica do Maracatu, o atabaque, dos ritmos afro-brasileiros, as palmas e o coro dos cantos populares, das cirandas e dos folclores; tudo isso nos transporta para essa nova atmosfera em Balde D’Água.
A letra da música fala sobre resistência, cotidiano e fé diante das dificuldades. De que maneira as histórias familiares e as experiências pessoais de vocês ajudaram a construir a narrativa de “Balde D’Água”?
De forma muito orgânica, as memórias vêm à tona. As histórias compartilhadas pela família ou até mesmo as pessoais se tornam referências muito vívidas, não só em Balde D’Água, mas em todo o repertório da AÉREA. A música sempre foi trilha para os diversos momentos das nossas jornadas pessoais.

A AÉREA sempre transitou entre o metal alternativo e referências profundas da música brasileira, passando por nomes como O Rappa, Nação Zumbi e Elis Regina. Como vocês enxergam essa mistura de brasilidade, poesia e peso dentro da identidade da banda hoje?
A AÉREA é fruto da fusão desses dois elementos fundamentais: peso e poesia. O peso do metal alternativo presente nos grooves dialoga diretamente com as referências brasileiras, com o cotidiano popular e com a poesia desse Brasil multicultural. Essa identidade vem se definindo ainda mais a cada show.

