Tradição e inovação: a releitura de “Dindi” pela Americana Jazz Big Band
No dia 03 de abril, a Americana Jazz Big Band reafirma sua importância no cenário instrumental com o lançamento do single “Dindi”. A obra, um dos pilares do cancioneiro de Tom Jobim, ganha uma roupagem inédita que une a grandiosidade sonora das big bands à delicadeza da música brasileira. Distribuído pela Marã Música, o lançamento marca um passo decisivo para o coletivo, que celebra a continuidade cultural sob o aval e apoio da família do “maestro soberano”. Faça agora o pré-save!
A escolha da faixa não foi por acaso. O grupo buscou transformar a interpretação em algo genuinamente autoral, explorando as texturas e as cores que apenas um grande ensemble permite. Além da maestria técnica dos músicos sob a direção de Guilherme Mauad, a gravação conta com a participação especial da cantora Manda Moraes, cuja voz se entrelaça a arranjos que transitam entre o intimismo e o vigor dos sopros, resultando em uma homenagem respeitosa e contemporânea.
O projeto expande a experiência auditiva com um registro visual impactante. Gravado simultaneamente à captação do áudio sob a direção de Leonardo Nemésio (Chitão), o vídeo ao vivo traduz a energia coletiva e o desafio técnico de registrar uma big band em tempo real. O lançamento funciona como um prelúdio para o álbum de estreia da banda, previsto para 2026, que promete consolidar a identidade do grupo no cenário da música instrumental latino-americana.

Nesta entrevista, a Americana Jazz Big Band detalha o processo criativo por trás da releitura, revelando como equilibraram a inovação estética com o peso de uma obra consagrada. O grupo discute a afinidade musical com Manda Moraes, os bastidores da gravação ao vivo e as expectativas para o futuro, reforçando o desejo de levar a linguagem das big bands brasileiras para novos horizontes. Confira:
Por que vocês escolheram “Dindi”, do Tom Jobim, para esse lançamento?
Dindi é uma canção belíssima, e bastante conhecida pelos amantes da obra de Jobim. A escolha na verdade veio da nossa afinidade com essa música e também com a beleza que ela apresentaria com a interpretação da Manda Moraes, cantora convidada pela Big para participar desta gravação.
O que vocês quiseram trazer de diferente nessa nova versão da música?
Ser inovador em uma obra já consagrada, ainda mais neste caso que se trata de uma obra internacionalmente conhecida e interpretada por grandes cantoras, como Gal Costa, é um desafio imenso, pois é necessário inovar mantendo o respeito à obra do autor e suas particularidades. Procuramos inovar da forma como os instrumentos da Big Band interpretam a composição, tanto nas partes já conhecidas da canção, trazendo movimentos melódicos diferentes e camas harmônicas em uma estética intimista durante a esposição da letra, quanto trazendo uma sessão especial nova chamada “SOLI”, onde os sopros solam juntos entre uma parte da canção e outra.

Como foi a experiência de gravar o áudio e o vídeo ao vivo ao mesmo tempo?
Gravar ao vivo sempre aumenta a tensão durante as captações de áudio e vídeo, pois além de executarmos tudo com muito cuidado e atenção, temos que nos preocupar com a estética do palco e da apresentação visual da banda. Mas como trabalho uma equipe maravilhosa, tanto de músicos quanto de staff, técnicos de som e video makers, estar com eles sempre deixa as coisas mais prazerosas, e ao longo do processo essa tensão vai embora
O que esse lançamento representa para o momento atual da banda e para o que vem pela frente?
Poder lançar nosso primeiro singles em 2026 é importante para trazermos nosso som ao mundo. Estamos em uma fase de expandir nossos horizontes e poder levar a nossa arte para outros lugares. A ideia agora e consolidar nosso primeiro álbum ainda em 2026, trazendo releituras de músicas do repertório americano com uma linguagem de Big Band Brasileira, e assim poder formar novas parcerias musicais pelo Brasil e quem sabe pela Americana Latina.

