Fri. Aug 29th, 2025

O Último Banco do Bar, banda formada em São Vicente (SP) e que estampa a nova capa digital da Energy Mag, está prestes a lançar seu primeiro álbum, “Conversação”, nesta sexta-feira (29), pela Marã Música. O disco é um retrato sonoro e afetivo de uma geração que vive o amadurecimento, refletindo sobre a vida, o tempo e as incertezas que nos cercam. As letras atravessam contemplações, euforias e frustrações, trazendo à tona um diálogo honesto sobre os dilemas urbanos e os sentimentos mais íntimos.

Com uma sonoridade que mistura o rock alternativo com influências da música brasileira, “Conversação” traz ecos de nomes como The Smiths, Dire Straits e Placebo, até BaianaSystem, Nação Zumbi e Selvagens à Procura de Lei. As faixas do álbum são uma verdadeira viagem musical, que vai do indie rock ao pop doce de Clarice Falcão, sempre com um toque único da banda.

As composições de “Conversação” são um reflexo do processo criativo único de cada membro da banda. Faixas como Anônimos, que surgiu de um experimento livre, e Povo Brasileiro, que teve sua gênese durante uma pedalada ao som de Duas Cidades, do BaianaSystem, mostram o dinamismo e a experimentação musical do grupo.

A primeira faixa do disco, “Bombom de Chocolate”, reflete o lado mais pop e solar da banda, enquanto “Só” e “Conversação” capturam a essência emocional do álbum, com influências de rock britânico dos anos 80. O disco ainda apresenta a energia crua de “Tempo Que Me Resta”, impulsionada pela comoção com a morte de Taylor Hawkins, e a crítica leve de “Corrida dos Ratos’, que mistura o rock sulista brasileiro com o estilo afiado de Clarice Falcão.

A última faixa, “L.U.C.A.”, une indie rock com sonoridades nordestinas, criando uma reflexão sobre a evolução das espécies e a nossa própria jornada.

Formada em 2018, O Último Banco do Bar é uma banda que mistura rock alternativo e a riqueza da música brasileira. Com dois EPs e sete singles lançados, a banda vem se destacando na cena musical da Baixada Santista e do interior paulista. “Conversação” é o álbum de estreia que solidifica sua proposta única e inovadora.

Confira uma entrevista completa com a banda:

O álbum “Conversação” mistura referências que vão de The Smiths e Placebo até BaianaSystem e Nação Zumbi. Como foi equilibrar essas influências tão distintas para chegar a uma sonoridade própria?

A troca de referências e a forma de interpretação singular de cada integrante formula nossa linguagem. Elas são sempre muito importantes para o desenvolvimento de cada projeto.

Vocês mencionam que este disco é um “marco no caminho da banda”. De que forma ele representa a transição ou amadurecimento de vocês desde os primeiros EPs até agora?

Ele é o processo de amadurecimento de todos nós. Amadurecemos em todas as fases.

Créditos: Bea Souza

Muitas faixas nasceram de situações cotidianas, como uma pedalada ou um experimento livre. Como o processo criativo de vocês transforma esses momentos em canções com tanta carga emocional?

As canções saíram de momentos vividos, de encontros com pessoas, de conversas reais. E o que a gente faz é levar essa intensidade para o nosso som, para as letras e pra quem ouve.

A proposta do álbum é uma “conversação honesta” com o público. Que tipo de diálogo vocês esperam abrir com quem ouvir as músicas pela primeira vez?

Empatia com quem precisa ser ouvido, abrir um diálogo, abrir um espaço. Se questione com a gente, não sozinhos. É um ‘senta aqui, precisamos conversar, precisamos rever algumas coisas’.

Ouça a banda nas plataformas digitais:

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