Fri. May 29th, 2026

No dia 30 de maio, a banda curitibana [in] DEFENZA dá um passo crucial em sua trajetória com o lançamento do álbum “O Parasita da Galáxia”, que chega a todos os aplicativos de música pelo selo Marã Música. O trabalho marca o amadurecimento do projeto fundado em 2018, que começou como um encontro despretensioso entre amigos e se transformou em uma força expressiva do cenário independente, unindo post-hardcore, metal e punk em um posicionamento artístico e político contundente. Hoje, o grupo estampa a nova capa digital da Energy Mag com uma entrevista exclusiva!

Mais do que um compilado de faixas pesadas, o novo disco se estabelece como uma espécie de manifesto em forma de narrativa de ficção científica. Faça agora o pré-save clicando aqui!

Através de uma ótica quase distópica, o grupo transforma o protesto puro em poesia visceral, utilizando a metáfora de uma corrida espacial lúdica para criticar a ganância dos mais poderosos, a ilusão de segurança diante de crises globais e os impactos do desenvolvimento tecnológico desenfreado no nosso cotidiano.

Musicalmente, o álbum equilibra com precisão riffs rápidos, vocais viscerais e momentos de intensa vulnerabilidade emocional. A obra funciona como um sonho premonitório que começa caótico e agressivo, mas que gradualmente ganha contornos sóbrios e melódicos, culminando em um “despertar” onde o amor e as relações humanas reais surgem como o último refúgio e a verdadeira essência da nossa sobrevivência.

Em entrevista, o grupo detalha os conceitos por trás dessa narrativa sci-fi, explica como equilibrou o peso sonoro com reflexões íntimas e revela como a indignação e a busca por esperança guiaram o amadurecimento lírico e musical da banda até este novo e sólido lançamento.

Confira agora:

“O Parasita da Galáxia” mistura crítica social, narrativa sci-fi e questões extremamente atuais. Como surgiu a ideia de usar esse universo quase distópico para falar sobre os problemas do presente e do futuro da humanidade?

Foi uma forma de transformar um conteúdo quase exclusivamente de protesto em algo mais poético, vislumbrando o futuro através dessa ótica do caos no presente, como isso pode ser a causa de tudo, e como somos os responsáveis pelo que vem à frente.

O álbum transita entre momentos mais pesados e reflexões íntimas sobre rotina, relações e humanidade. Como vocês trabalharam esse equilíbrio entre agressividade sonora e vulnerabilidade emocional ao longo do disco?

Para isso, é preciso explicar o “plot” do disco, que funciona como um sonho/pesadelo premonitório unindo medos, memórias, preocupações cotidianas e até um pouco de fantasia, começa muito rápido e visceral, ao longo do trajeto vai ficando mais sóbrio e até mais melódico, mas também vai ganhando cada vez mais intensidade. Até o momento do despertar meio atordoado (entre “Artificial” e “Operacional”) onde a realidade e o cotidiano voltam ao foco, e “Refugio” fecha sendo a “balada” do disco, e sim, mesmo em meio ao caos eminente, sentimos a necessidade de trazer um pouco de amor, com a função de despertar o que há de mais valoroso na humanidade, afinal é o que faz ser o que somos, e fazer o que fazemos.

Vocês comentam que a “desinspiração” vem da forma como os mais poderosos lidam com o planeta e com as crises atuais. Qual foi o maior sentimento que guiou a composição desse álbum: revolta, preocupação, esperança ou outro?

É um misto de tudo isso, pra colocar em uma frase: são preocupações que geram revolta e a necessidade de gritar por esperança.

A [in] DEFENZA nasceu de forma despretensiosa entre amigos e acabou se transformando em um projeto com forte posicionamento artístico e político. O que vocês acreditam que mudou na banda (musicalmente e como pessoas) desde os primeiros riffs até “O Parasita da Galáxia”?

Mudou muita coisa, amadurecemos bastante e pela nossa “paciência” com os lançamentos, fez com que todo o trabalho seja mais sólido e assertivo, pois mesmo com as muitas subjetividades na lírica, e as várias influências nos instrumentais, o trabalho tem uma base firme e se faz entender.

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