Wed. Sep 2nd, 2026

Estampando a nova capa da Energy Mag, o cantor e compositor Nando consolida sua posição como uma das vozes mais ousadas da nova cena pop. O artista estampa a edição no momento exato em que celebra a excelente recepção do seu mais recente single, “Xeque-Mate“, que chegou via FA1CON Records acompanhado de um videoclipe performático e impecável.

A faixa funciona como uma verdadeira virada de chave em sua trajetória, servindo como a última amostra antes da chegada do seu aguardado álbum de estreia. Resgatando a essência do pop urbano e a nostalgia do início dos anos 2000, o trabalho bebe diretamente da fonte de ícones como Britney Spears e Pussycat Dolls, unindo beats contemporâneos a um refrão chiclete e marcante.

Ouça o single:

A produção audiovisual, gravada sob uma estética dark pop e idealizada pelo próprio cantor, reforça seu DNA performático. Com direito a muito breakdance e um balé afiado, a narrativa visual traduz perfeitamente o jogo de xadrez e sedução que a letra propõe, entregando o fogo nos olhos e a autoconfiança de quem nasceu para os palcos.

Em um bate-papo exclusivo, nando abre o jogo sobre o processo colaborativo da composição, a decisão de resgatar o dinamismo das divas dos anos 2000 e como a busca por esse match entre gerações moldou sua postura solo. Ele revela ainda os bastidores do clipe gravado na garagem de casa e detalha a construção do conceito que antecede e introduz a vibe do seu novo disco. Confira agora a entrevista completa:

Como está sendo o retorno de Xeque-Mate? 

Está sendo muito legal, todas as músicas que eu lancei até agora têm me gerado um feedback muito legal das pessoas, mas parece que “xeque-mate” realmente trouxe mais empolgação, gostaram muito da faixa e do clipe.

Créditos: Vinicius Garcia (Krop Criativo)

As influências de Britney Spears e Pussycat Dolls são bem marcantes em “Xeque-Mate”. Como foi resgatar essa energia do pop dos anos 2000 para a sua identidade em 2026?

Eu sou cria dos anos 2000, então toda minha criação artística bebe dessa água. Com “xeque-mate”, eu busquei trazer um pouco desse pop de volta, então é uma música totalmente performática, com breakdance, um refrão provocativo e que fica na cabeça. Também escolhi trazer a estética dos anos 2000, um visual inspirado em divas pop e o resultado está do jeito que eu sempre sonhei, quando idealizei a música, foi exatamente assim que eu queria que ela fosse.

Como foi a divisão de ideias no estúdio entre você, Sara Oliveira e Gael Vicci durante a criação da letra?

A faixa nasceu em uma viagem de carro para o estúdio, eu verbalizei que queria compor uma música nessa vibe mais dark pop e que fosse marcante, então acabamos criando a música nessa atmosfera de forma colaborativa e a música foi nascendo.

A música conta com um momento de breakdance no clipe. O quão importante era para você resgatar esse elemento tão forte dos videoclipes dessa época?

O breakdance é a minha parte favorita nas músicas dos anos 2000 e eu queria essa energia para o meu repertório, queria muito me jogar na dança e trazer essa vertente performática pra minha faixa.

O pop urbano mudou muito com o tempo. Como você equilibrou o som nostálgico dessa era de ouro com a produção contemporânea?

Eu busquei trazer a estética mais nostálgica e seus elementos, porém é uma música mais atual em questões de produção, ela traz uma melodia muito marcante com um beat contemporâneo. Eu busquei realmente esse match das gerações.

As divas dos anos 2000 tinham uma presença de palco e uma estética muito marcantes. Como elas inspiraram a sua postura como artista solo?

Eu cresci me espelhando nelas, na forma como a música reverbera totalmente na persona delas, muito da minha personalidade artística nasceu delas, então eu trago comigo esse fogo nos olhos e confiança que elas me ensinaram a ter.

Se a Britney ou as Pussycat Dolls fossem ouvir “Xeque-Mate” hoje, qual reação ou detalhe do arranjo você acha que mais chamaria a atenção delas?

Eu acredito que elas amariam o breakdance e claramente iriam enxergar a referência com o melhor do pop dos anos 2000.

Créditos: Vinicius Garcia (Krop Criativo)

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